Hoje ao aceder ao site do jornal o Público, deparei-me com uma notícia duplamente curiosa.
O título rezava assim: “Condutor alcoolizado detido duas vezes em Lagos”. Ou seja, não bastava ter sido uma vez detido, que quando foi libertado pelos agentes da PSP decidiu que deveria fugir a esses mesmos agentes.
Então na segunda-feira, em Lagos, um homem foi detido com uma taxa de alcoolemia de 2,09, sendo que o máximo permitido por lei é 0,5. Na primeira detenção, os agentes da PSP dispararam sobre os pneus da viatura, visto o homem ter desobedecido à ordem de paragem. O dito cujo não ficou detido, porque o crime tem uma pena inferior a três anos, porém foi notificado a apresentar-se em tribunal da parte da tarde.
Já do lado de fora da esquadra, o homem decidiu fugir no seu carro, mesmo com os pneus furados, sendo perseguido por um agente da PSP, numa mota. O senhor então tentou atropelar o agente, mas embateu em duas viaturas estacionadas.
Contudo, continuou a resistir e chegou a tentar agredir o agente.
Depois de várias tentativas frustradas, foi detido e agora arrisca-se a ser condenado por quatro crimes.
Ora, a pergunta que se coloca: o que é que passou pela cabeça deste homem? Estava com medo que a mulher ou a mãe lhe puxassem as orelhas por se ter embebedado e ter sido apanhado?
São erros humanos, pois sim, mas desnecessários e estúpidos.